Estudo realizado pela Saint Gobain evidencia que apenas 32% dos arquitetos medem emissões de carbono em seus projetos
De acordo com a 4ª edição do Barômetro da Construção Sustentável, pesquisa global realizada pela Saint-Gobain com 30 mil cidadãos e 4,8 mil profissionais em 30 países, o conceito de construção sustentável tem ampla aceitação entre arquitetos, engenheiros e clientes. Contudo, a adoção de estratégias verdadeiramente sustentáveis é desigual. Observa-se que 87% dos arquitetos reconhecem a necessidade de avançar mais rapidamente nessas pautas. Entretanto, apenas 32% dos profissionais no mundo medem as emissões de carbono em seus projetos.
No Brasil, os números demonstram que o engajamento da população com o tema é ainda mais forte: 76% dos brasileiros afirmam que a construção sustentável deve ser considerada uma prioridade, índice superior à média global, de 65%. Além disso, 89% dos brasileiros acreditam que a construção sustentável precisa avançar no país, e 41% consideram que uma das prioridades é sensibilizar o público em geral para os desafios do segmento.
A pesquisa revela cinco grandes insights que devem contribuir para o fomente da sustentabilidade no setor:
- Adoção desigual: A construção sustentável é hoje um conceito amplamente conhecido, mas ainda não internalizado por todos. Enquanto 67% dos stakeholders do setor afirmam entender bem o tema, apenas 39% dos cidadãos compartilham da mesma clareza, revelando a necessidade de aprofundar o conhecimento prático sobre o assunto;
- Benefícios precisam ser reforçados: A resiliência climática vem se tornando um tema central, especialmente em regiões com maior risco. No entanto, para manter o ritmo de crescimento, é crucial comunicar melhor seus benefícios e superar barreiras como a baixa prioridade financeira e a complexidade percebida na sua mensuração;
- O valor da construção sustentável: Apenas 47% dos entrevistados em geral acreditam que a construção sustentável gera mais valor do que a tradicional. O número que cai para 34% entre autoridades públicas. Segundo a pesquisa, é necessária uma mudança de narrativa para ampliar a percepção de que a sustentabilidade traz vantagens mensuráveis;
- Abismo entre intenção e ação: Embora 87% dos profissionais afirmem que é preciso avançar na pauta, apenas 30% realizam projetos sustentáveis hoje, e só 32% medem a pegada de carbono. A sustentabilidade ainda se encontra mais no plano estratégico do que no operacional, barrada pela complexidade, percepção de custo alto e falta de ferramentas e normas;
- Adesão popular: A demanda por construções sustentáveis está migrando do campo técnico e regulatório para a experiência do usuário. Com 63% dos cidadãos vendo o tema como prioridade e com a valorização crescente de pilares como saúde e bem-estar (19%, +4 p.p. vs. 2025), fica claro que o engajamento do público é a chave para impulsionar a mudança em todo o ecossistema.
O Barômetro tem o objetivo de mapear desafios e oportunidades rumo à meta de edificações mais resilientes e sustentáveis até 2050. Segundo a pesquisa, arquitetos e engenheiros são vistos por 56% dos stakeholders como os atores mais qualificados para promover avanços na promoção da sustentabilidade no setor, o que reforça a percepção de que os benefícios da construção sustentável precisam ser melhor comunicados. Afinal, construções sustentáveis têm vantagens que impactam diretamente tanto o orçamento quanto o cronograma e a qualidade de vida dos usuários.
De acordo com a Saint Gobain, os principais pontos de destaque da sustentabilidade na construção civil são:
- Eficiência energética – O uso de sistemas construtivos leves e com tratamento térmico pode reduzir em até 30% o uso de ar-condicionado (estudo Placo e CTE). Soluções em vidros de alta performance, por sua vez, bloqueiam até 70% do calor, segundo dados da Cebrace;
- Produtividade na obra – Um estudo comparativo entre sistemas tradicionais e sistemas leves demonstrou uma redução de 12% no cronograma de obra, equivalente a 4 meses;
- Conforto e saúde- O conforto acústico é outro pilar essencial. Pesquisas indicam que hospitais com tratamento acústico adequado podem ter uma redução de 56% nas taxas de reinternação, evidenciando o impacto direto da arquitetura na saúde (estudo Ecophon Health).

Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura
Com o objetivo de dar visibilidade para soluções sustentáveis e promover práticas efetivas no setor da construção, a Saint-Gobain, em parceria com a Associação Brasileira dos Escritórios de Arquitetura (AsBEA), realiza a 11ª edição do Prêmio Saint-Gobain AsBEA de Arquitetura. A iniciativa visa preencher lacuna entre o reconhecimento e a ação, incentivando a aplicação de soluções que geram valor real.
“A arquitetura é a ponte fundamental entre as necessidades do setor e o bem-estar das pessoas. Queremos celebrar projetos que ousam repensar a construção civil, unindo conforto, inovação e relevância urbana à responsabilidade ambiental”, afirma Vinícius Araújo, diretor-sênior de Estratégia e Marketing Brasil da Saint-Gobain.
Na premiação, destacam-se destaque projetos que resolvem demandas funcionais, mas que também contribuem para ambientes mais confortáveis, sustentáveis e conectados com as necessidades atuais e futuras da sociedade.
As inscrições ocorrem até o dia 24 de julho, AQUI.
Por Victor Hugo Felix
