Santorini Header
Home / Triptyque Arquitetura, uma verdadeira referência.

Triptyque Arquitetura, uma verdadeira referência.

Conheça a trajetória dos fundadores e alguns projetos do escritório de arquitetura Triptyque, reconhecido e premiado mundialmente.

O quarteto
Arquitetos do Triptyque se consolidam no Brasil, marcam presença na França e seguem rumo ao mundo.

foto-socios-essai1

Os sócios do Triptyque Arquitecture: Grégory Bousquet, Guillaume Sibaud, Carolina Bueno e Olivier Raffaelli. Criatividade e atenção à sustentabilidade são marcas registradas da equipe.

Com uma boa dose de entusiasmo, quatro amigos recém-formados na École d’architecture de Paris-La Seine, na França, decidiram começar as suas carreiras no Brasil. Estava formado o Triptyque Arquitecture, sob o comando da brasileira Carolina Bueno e dos franceses Grégory Bousquet, Guillaume Sibaud e Olivier Raffaelli. “Juntamos as nossas forças e viemos com muita animação”, lembra-se Carolina, a porta-voz do grupo.

O escritório foi montado no ano de 2000, no Rio de Janeiro, quando o grupo conquistou um concurso público com um projeto para o Museu Histórico Nacional, mas que nunca saiu do papel. “Eu queria muito voltar ao Brasil, mas enfrentamos vários desafios, porque éramos jovens, recém-formados e estávamos aprendendo. Mesmo sendo brasileira, tudo era novidade”, revela a arquiteta.

Um ano depois, os sócios decidiram transferir o escritório para São Paulo, pois a demanda era maior – e o resultado não poderia ter sido mais favorável! Os primeiros projetos de destaque foram a loja MiCasa e os interiores da balada The Edge. De tão elogiados, ajudaram a tornar o nome cada vez mais conhecido, principalmente pela atenção dada à sustentabilidade.

Com esse foco foi criado o edifício comercial Harmonia 57, na Vila Madalena.

 

14_150728_triptyque_011_ricardo-bassetti_8903

 

12_150728_triptyque_013_ricardo-bassetti_8912

 

Remetendo a um organismo vivo, suas paredes duplas de concreto orgânico são recobertas por uma camada vegetal que funciona como uma pele. Em furos que lembram poros brotam várias espécies. Já a tubulação aparente circunda a obra como veias e artérias de um corpo. Com volumetria simples, apresenta dois grandes blocos conectados por uma passarela metálica e recortados por janelas e terraços de concreto e vidro. Entre os blocos, uma praça interna se abre como um local comunitário. Com esta obra o escritório ganhou o prêmio Sustainability and Humanity in the Built Environment, do Zumtobel Group Award, da Áustria.

 

 

 

 

 

Em 2008, o Triptyque deu mais um grande passo: ganhou o prêmio Nouveaux Albums des Jeunes Architectes (NAJA), do Ministério da Cultura da França. Com isso, foi aberta uma pequena filial do escritório em Paris, comandada pelo sócio Olivier Raffaelli, que fez as malas e retornou à terra natal. “É um desafio pessoal e profissional para ele”, observa Carolina. Voltada principalmente para concursos públicos, por lá o mais recente projeto é a Midiateca de Osny, concebida como um prolongamento do espaço público.

E 2016 está com tudo para o escritório franco-brasileiro. O Triptyque acaba de finalizar o primeiro edifício corporativo do Brasil baseado em geração de energia: o RB12. Localizado na Avenida Rio Branco, no Rio de Janeiro, o prédio passou por um processo de retrofit-verde, ou seja, a adaptação e melhoria de um edifício antigo para atingir um padrão sustentável. Entre as soluções, a fachada conta com painéis fotovoltaicos para a produção da energia, em um interessante jogo de vidros em zigue-zague.

Na prancheta, porém, há algo especial: a transformação do antigo Hospital Matarazzo em um complexo cultural que será acompanhado por um hotel de luxo e lojas. Os parceiros? O designer Philippe Starck e o arquiteto Jean Nouvel.

A ideia de ter trabalhos espalhados por São Paulo, Rio de Janeiro e França combina perfeitamente com o significado de Triptyque (em francês, ou tríptico, em português). “Triptyque é uma obra de arte criada em três painéis, demonstrando pluralidade de pontos de vista: são os sócios, a localidade e a multidisciplinaridade”, explica a arquiteta, que completa: “estamos construindo a nossa história. Queremos estar presentes em outros países e iremos para onde nos convidarem”.

3_10808hr120629_011d

O edifício comercial Leitão 653, em Pinheiros (São Paulo), foi concebido como um lugar de inspiração, em conexão permanente com a cidade.

3_10808hr120629_002d

Conta com uma fachada totalmente feita com blocos de vidro (brancos, transparentes e jateados), que remetem a um mashrabiya, tradicional elemento da cultura árabe.

 

2_0076-triptyque-leitao_8828

A fachada deixa passar a iluminação durante o dia e, à noite, transforma-se em um mosaico de luz e sombras.

 

Arquitetura no sangue

Nascida em São Paulo, Carolina sempre gostou de arquitetura e nunca pensou em seguir outra carreira. “Fazia casinhas para as minhas bonecas juntando pedacinhos de papel e criando os cômodos”, recorda-se com carinho. Filha de um corretor de imóveis e de uma dona de casa, ela tem duas irmãs: uma é publicitária e a outra, corretora.

Para realizar o sonho de se formar na França, ela foi dedicada: estudou francês no Brasil e fez intercâmbio. Conheceu seus sócios na faculdade, que se tornaram amigos movidos pela mesma paixão: o trabalho do arquiteto holandês Rem Koolhaas, do OMA. “Dos profissionais brasileiros, gosto de todos os que têm um bom trabalho, aqueles que de alguma maneira fazem ou fizeram algo especial, de Oscar Niemeyer a Paulo Mendes da Rocha”, afirma.

Indagada se viaja muito, a arquiteta responde sorrindo: “graças a Deus”. Ela havia retornado há poucos dias de um retiro na Amazônia, com um grupo de amigos. “Foi transformador dormir em uma oca, sem paredes e sem telefone”, diz, rindo. De malas prontas novamente, se preparava para ir a Israel, palestrar no Women’s Festival Holon, organizado pela Israel Association Of United Architects (IAUA). Falar sobre a mulher na arquitetura é um assunto que ela entende bem. “Isso mostra um pouco como produzimos. Da Amazônia para Israel, lugares completamente diferentes que se refletem na nossa história”, finaliza.

Triptyque: triptyque.com

redacao@editorialmagazine.com.br

Review overview
NO COMMENTS

POST A COMMENT