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Projeto cultural nipônico – Japan House

Japan House: um centro cultural patrocinado pelo governo nipônico que reunirá arte, tecnologia e negócios. O projeto de será inaugurado na Avenida Paulista em 2017, assinado pelo arquiteto Kengo Kuma.

DO ORIENTE

São Paulo é uma das três cidades do mundo – ao lado de Londres e Los Angeles – a receber a Japan House, um centro cultural patrocinado pelo governo nipônico que reunirá arte, tecnologia e negócios. O projeto de 2.500 m², a ser inaugurado na Avenida Paulista no próximo ano (2017), é assinado pelo arquiteto Kengo Kuma. A ideia é aproveitar uma construção já existente, em um casamento entre a linguagem brasileira e a oriental. A fachada, por exemplo, terá uma cortina de réguas de madeira, em diálogo com uma parede de cobogós.

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Quando estiver em funcionamento pleno, a partir de março de 2017, a Japan House terá mais de 2.500 metros quadrados de espaço útil, distribuídos em um piso térreo e mais três andares. Uma praça interna, aberta para rua, dará acesso aos espaços térreos da casa: o hall de entrada com cafeteria; um espaço multiuso para até 150 assentos; uma biblioteca com leituras relacionadas à cultura japonesa e um jardim.

 

Não haverá paredes fixas separando os ambientes. O partido tomado por Kengo Kuma na arquitetura interna do prédio é o oposto: o da abertura e facilidade de comunicação entre os espaços. Grandes portas deslizantes, chamadas de fusuma na arquitetura tradicional japonesa, poderão delimitar ambientes, quando fechadas, ou criar espaços mais amplos, se mantidas abertas.

 

Trata-se de um princípio importante: num país onde o espaço é um bem raro, a flexibilidade na hora de ocupá-lo é essencial. A posição das portas indica ainda se é possível entrar ou não naquele ambiente, uma forma de comunicação indireta valorizada na cultura japonesa como sinal de respeito ao próximo.
Quando as fusuma estiverem totalmente abertas, o piso térreo da Japan House poderá se tornar um grande vão sem divisórias, comunicando o jardim, numa extremidade da casa, com o hall e a cafeteria, na outra. Dotado de bom pé-direito livre, o ambiente do térreo é um convite a eventos criativos que proponham ocupações variadas.

 

Está prevista uma gama ampla de temas para a programação a ser desenvolvida neste espaço: cultura, moda, gastronomia, história, negócios, design, robótica, ciências e engenharia, inovação urbana e mobilidade — tudo o que se relacione à capacidade japonesa de inovar.

 

O primeiro andar será ocupado por um amplo salão de seminários. É um ambiente para encontros entre pessoas — em aulas, conferências ou debates —, obedecendo ao mesmo princípio de flexibilidade de uso. Duas fusuma permitirão modular os espaços de acordo com os eventos previstos; as combinações de divisórias móveis abertas ou fechadas vão criar ambientes capazes de receber de 10 a 100 participantes.

 

O segundo andar, mais distante do ruído da rua, foi reservado para mostras e exposições de maior fôlego: o lugar da arte, das histórias e dos grandes eixos narrativos. O piso terá uma cozinha, de modo a ser usado também para recepções e eventos de gastronomia. Acima deste, haverá um terceiro andar que não fará parte do espaço público da casa e será eventualmente ocupado por outras entidades do governo japonês presentes em São Paulo.

redacao@editorialmagazine.com.br

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