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Inteligentes e conscientes

 

 

 

Couro de peixe

O pirarucu é um gigante dos rios, podendo alcançar 200 quilos e dois metros de comprimento. De carne saborosa, seu couro chega a medir até 1,5 m² por peça. A novidade é que ele começa a ser empregado na indústria moveleira, já que suas aplicações são similares ao do couro bovino. Vale conferir, na foto ao lado, a poltrona assinada por Jader Almeida para a Sollos. Este novo material foi “descoberto” pelo mundo fashion há cerca de uma década, propiciando diferenciação a roupas e calçados.

 

 

Eduardo Filgueiras, sócio do curtume Nova Kaeru, explica que o pirarucu tem uma segunda pele interna que o pescador retirava unicamente para embalar a carne do peixe. Para mudar esse quadro, a empresa iniciou em 2008 um programa junto a populações indígenas e ribeirinhas da Amazônia: um especialista visita as comunidades ligadas à pesca do Pirarucu para sensibilização, atualização de técnicas, capacitação para retirada da pele e seu correto encaminhamento aos frigoríficos regulamentados locais, que fornecem os couros in natura ao curtume. Segundo Filgueiras, a economia das regiões de pesca melhorou, já que transformou em produto o que antes virava lixo.

 

02 Poltrona com Couro de Pirarucu - Nova Kaeru

 

Mas, e a sustentabilidade? A pesca é controlada pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama), que anualmente faz uma estimativa e controla a extensão possível de sua pesca. Hoje, cerca de 50 mil peixes da espécie podem ser pescados no país; destes, 15 mil têm sua pele aproveitada pelos curtumes brasileiros.

 

 

Por outro lado, o projeto Brazilian Leather tem duas iniciativas: a Certificação de Sustentabilidade do Couro Brasileiro (CSCB) e o Design na Pele. A CSCB incentiva os curtumes brasileiros a produzir peles de forma a preservar recursos naturais, garantindo a economia e respeitando as comunidades envolvidas. Já o Design na Pele Design na Pele integra designers e estilistas brasileiros (como Ronaldo Fraga e Patrícia Viera) à indústria, para estimular a concepção de produtos com a utilização de couros.

 

 

 

 

 

Adeus aos mosquitos

Chega ao Brasil uma tecnologia patenteada, aplicada no formato de tinta, com objetivo de eliminar insetos vetores de temíveis doenças como dengue, zika e chikungunya. Aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e por órgãos de vigilância da Comunidade Europeia, a Artilin 3A MATE elimina moscas, aranhas, mosquitos, ácaros e baratas e pode ser aplicada em paredes e tetos de áreas internas. O produto também é antiácaro e antimofo.

 

 

A tecnologia tem como princípio ativo um inseticida, inerte e estável, que se concentra na superfície da tinta. Os microcristais do inseticida são liberados paulatinamente quando tocados pelos insetos e percorrem suas patas, até degenerar seu sistema nervoso, provocando a morte. A solução age por contato e não há liberação dos agentes inseticidas para o ar. Sua efetividade é garantida por dois anos em cada aplicação. O produto é indicado  para residências, condomínios com áreas verdes, escolas, creches, hospitais, clubes e espaços de convívio social. É importada pela Brasil Global.

 

 

 

 

 

 

Por Angela Villarrubia
Imagens  Divulgação
Matéria publicada em CM 181.

 

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