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Kvadrat firma-se como uma das maiores produtoras de tecidos do planeta

Da Escandinávia para o mundo.

Fundada na década de 1960, na pequena cidade de Ebeltoft, na Dinamarca, a gigante do mercado têxtil Kvadrat nasceu em um momento único para o design nos países nórdicos. Naquela época, grandes nomes – como Eero Saarinen, Arne Jacobsen, Verner Panton, entre outros – estavam no auge de suas criações. Assim como o trabalho deles, que ultrapassou fronteiras, os tecidos, cortinas, painéis acústicos e carpetes da grife também chegaram aos quatro cantos do planeta.

 

Cópia de 04_CW_2510_full collection_HO primeiro produto lançado já teve uma parceria de peso: o Hallingdal, um tecido feito em lã, foi assinado pela designer dinamarquesa Nanna Ditzel. Seu sucesso foi tão grande que até hoje faz parte da coleção. A receita bem-sucedida se repete desde então, e a criação das linhas está nas mãos de top designers como Patricia Urquiola e Ronan e Erwan Bouroullec, além do estilista Raf Simons (ex-Dior) e do escritório de arquitetura Herzog & de Meuron, entre outros

 

Segundo o gerente mundial de marketing da Kvadrat, Vinicius Cipriano, o desenvolvimento dos produtos é extenso. “Tudo começa a partir de um desenho, algo bem experimental, que evolui para testes de cor e de materiais. A partir daí, o processo fica um pouco mais elaborado até chegar a um resultado que agrade ao designer e que funcione tecnicamente. Usamos todo o nosso conhecimento técnico para fazer com que o conceito do profissional se realize no produto”, explica.

 

Cópia de 03_P_5583_0621_4_highMuitos dos clientes da Kvadrat são hotéis e teatros, cujas normas de segurança são rigorosas. Nesses locais, produtos de fibras naturais, nem pensar. O ideal são os tecidos sintéticos. “O tecido Basel, por exemplo, foi criado pelo escritório Herzog & de Meron para a Filarmônica de Hamburgo, na Alemanha. Sua composição é 90% lã e 10% nylon”, exemplifica.

 

Cópia de 05_P_7401_C0901_W30Sem fábrica própria, a marca procura a melhor indústria ao redor do mundo para produzir seus produtos. São três parques fabris principais: na Inglaterra fica a produção de lã; na Holanda, de um tecido à base de poliéster e, no Japão, as alternativas ao couro. No Brasil desde o início de 2014, a empresa tem planos de nacionalizar alguns produtos. “Estamos em processo de pesquisa por tecelagens”, confidencia Vinicius.

 

Com 28 pontos de distribuição em terras brasileiras, a empresa conta com um escritório no bairro do Ipiranga, em São Paulo, onde também funciona seu showroom, que recebe lojistas, arquitetos e designers de interiores. “Temos toda a coleção exposta, além de alguns produtos em uso. É bem interessante”, conclui.

 

Imagens: Divulgação

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