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Andrea Krause fala sobre macrotendências e o novo comportamento do consumidor pós-crise.

O que vai nos influenciar nos próximos anos, especialmente em um mundo superconectado, em que a cada dia os consumidores conquistam mais voz ativa? O que é in e o que é out depois de uma época de crise, que transforma toda a maneira de se fazer negócios, levando empresas e profissionais a se reinventar e mudar suas estratégias de mercado? Lançando os olhos sobre essas questões, a especialista em desenvolvimento de produtos Andrea Krause conduziu uma palestra sobre as “Macrotendências para o Design”, com apoio da Flexform, trazendo uma visão transversal sobre o mercado.

“A tendência acontece em cascata, começando do alto, muitas vezes como algo exclusivo. Ela é uma aposta para o futuro – se vemos algo em uma feira, por exemplo, já é uma realidade, e não tendência”, sintetiza. Segundo Andrea, trend sempre diz respeito a um comportamento social, econômico e cultural do país em que se está inserida. “Muitas vezes o que é up em um lugar não vai se refletir em nosso mercado”, explica. Existem alguns comportamentos globais que podem ser observados, porém – como, por exemplo, a crescente necessidade de tecnologia, o coworking e as fluid homes, com a possibilidade de adaptação e flexibilidade.  “É notável que também passamos por um processo de transição de comportamento: antigamente se pensava muito no ‘ter’. Agora, com as tecnologias, voltamos para uma realidade que preza o ‘ser’. Nesse contexto o Brasil vive o momento de ‘pertencer’, visto muito fortemente nas mídias sociais. Mais à frente, algo que já vemos em alguns países escandinavos, chega-se na fase do ‘afeto’”, comenta.

Esses comportamentos refletem as novas maneiras de ver e viver o mundo, algo que mudou a relação entre empresas e compradores. “Hoje não se fala mais na palavra consumidor. Nós olhamos para pessoas, indivíduos, construindo relacionamentos”, explica. É uma necessidade vinda com o crescimento das mídias sociais, que não deve ser ignorada. “Não se fala em qualidade de produto, mas sim em preferências – algo muito mais focado naquilo que se deseja. Assim, saímos do patamar de entregar produtos para o de vivenciar experiências. Com isso as marcas precisam ser mais autênticas, cheias de personalidade e carisma”.

Diante desse panorama, Andrea aponta alguns itens que ela vê como macrotendências. Mundialmente, palavras como multifuncionalidade, flexibilidade, handmade e genderless são fortes. Um olhar para os monocromáticos também desponta. “Comercialmente falando, colocar a cor como primeiro processo de um projeto é tendência. Pode-se mudar um detalhe e não ter um impacto forte no custo do produto, mas ainda assim agregar inovação”, explica. Segundo ela, esse é um ponto forte, visto que a cor é condutora de 90% das decisões na hora de adquirir algo. Junto com os tons, o design de superfícies vem com força, com seus diversos acabamentos que agregam tanto ao visual, quanto ao sensorial. Focando no que é trend no mercado brasileiro, ela aponta a estampa floral, o acabamento em cobre ou brilhante, geometrismo nos revestimentos, maximalismo, high-low, brutalismo, estilo industrial, design autoral, fine art e arte de rua como fortes tendências. Vale a pena apostar!

 

Por Redação CM
Imagens Divulgação

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