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Hermitage

Considerado um dos maiores museus do mundo, o Hermitage deslumbra pela arquitetura e acervo.

Por Marcela Millan

 

Requinte monárquico

Considerado um dos maiores museus do mundo, o Hermitage deslumbra pela arquitetura e acervo.

 

 

Sua visão impressiona: localizado às margens do rio Neva, em São Petersburgo (Rússia), o Hermitage é tido como um dos maiores museus de arte do mundo. Seu complexo, distribuído em seis edifícios, tira o fôlego com a arquitetura que compreende, por exemplo, o Palácio de Inverno, residência oficial dos czares até a queda da monarquia, durante a revolução de 1917. O conjunto tem uma área total de 233.345 m².

 

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Patrimônio da Unesco, o complexo que compõe o Museu Hermitage abrange cinco edifícios principais, sendo o Palácio de Inverno o mais antigo. Sua fachada barroca ostenta toda a opulência da monarquia.

 

O Hermitage possui um acervo de cerca de 3 milhões de peças, com destaque para obras de Leonardo da Vinci, Raphael, Ticiano e Rembrandt.  Apenas 20% desse acervo fica exposto em mais de mil salas e 17 escadarias.  Sua arquitetura remonta a 1754, quando a então imperatriz Elizabeth Petrovna encomendou uma residência em estilo barroco ao arquiteto florentino Bartolomeo Francesco Rastrelli, que a finalizou em 1762. A beleza desse palácio deveria demonstrar a riqueza do país e ser um novo marco na Europa. Cerca de 4 mil pessoas foram empregadas na obra.

Então nascia o Palácio de Inverno, caracterizado por uma estrutura repleta de colunatas externas. A abundância de decoração na fachada era símbolo de poder e ainda criava um jogo de luz e sombra dramático. Na fachada principal, três arcos criam uma grande entrada para o pátio; em seu interior, cristal e mármore imperam. Em novembro de 1917, após a Revolução de Outubro, a majestosa edificação foi estatizada e declarada museu.

Posteriormente, mais três edifícios se juntariam ao Palácio de Inverno: o Pequeno (construído entre 1764 –1769) e o Grande Hermitage (1771–1787), ambos dos arquitetos Yury Velten e Jean-Baptiste Vallin de la Mothe, além do teatro (1783–1787), do arquiteto Giacomo Quarenghi, construídos por ordem de Catarina II.

Quando todo esse complexo tornou-se pequeno para abrigar a coleção de arte da monarquia, Nicolau I adicionou o Novo Hermitage (1842–1851). Seu projeto foi de autoria do arquiteto alemão Leo von Klenze, com a construção supervisionada por Vasily Stasov e Nikolai Yefimov. Ele segue o estilo do historicismo, no qual a monumentalidade da estrutura e equilíbrio de volumes estão entre suas principais preocupações.

Todo o complexo integra o Centro Histórico de São Petersburgo, Patrimônio Mundial pela Unesco.

 

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Praça Dvortsovaya, com o Arco do Triunfo e o General Staff Building – prédio desenhado por Carlo Rossi em estilo neoclássico, finalizado em 1827. Antigamente era ocupado pelos Ministérios das Relações Exteriores e das Finanças e tornou-se parte do museu em 1993. O arco simboliza a vitória da Rússia na guerra de 1812, sobre as tropas de Napoleão.

 

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O Alexander Hall, no Palácio de Inverno, criado por Karl Alexander Bryullov após incêndio em 1837, que comprometeu a estrutura. A sala é dedicada à memória do Imperador Alexander I e da Guerra de 1812 e combina variações no estilo gótico e clássico.

 

 

Experiência

“O Hermitage é deslumbrante do começo ao fim. Ele representa o enorme amor que a aristocracia russa sempre alimentou pelas artes em geral”, opina João Carlos Mazza, presidente do Polo Design Center, entidade que promoveu uma visita privativa ao museu. A ação compreendeu um grupo de 50 pessoas, dentre arquitetos, designers de interiores e lojistas. “Nosso objetivo é ter acesso a novos lugares, culturas e soluções para os problemas com os quais nos defrontamos diariamente no exercício de nossas funções”, explica Mazza, ao lembrar a visita a diversos pontos arquitetonicamente marcantes durante viagem à Rússia e também à Estônia.

E se o Hermitage já impressiona normalmente, uma experiência exclusiva foi de grande privilégio para o grupo.

 

A escadaria Jordan, a principal do Palácio de Inverno, teve seu guarda-corpo refeito em mármore branco após o incêndio, assim como as colunas que, no lugar do tom rosa original, ganharam granito cinza. O teto tem pintura que representa os Deuses no Olimpo.

 

 

 

 

“Tivemos direito à cerimônia do Pavão, na qual pudemos ver o maior relógio autônomo do mundo funcionando, encomendado pela imperatriz Catarina, a Grande, em 1770. O relógio só é acionado em poucas ocasiões no ano”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Imagens Divulgação

 

 

redacao@editorialmagazine.com.br

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