Com R$ 41 bilhões em investimentos previstos em infraestrutura, o Rio de Janeiro amplia o potencial de negócios e inovação na cadeia da construção
Com uma presença estratégica na economia fluminense, a construção civil reúne cerca de 9 mil estabelecimentos no estado, distribuídos entre os segmentos de edificações, infraestrutura e serviços especializados — em sua maioria, micro e pequenas empresas. A dimensão dessa cadeia também se reflete no mercado de trabalho: são mais de 220 mil empregos formais, o equivalente a aproximadamente 30% de todo o emprego industrial do Rio de Janeiro.
Os números da Firjan reforçam a relevância do setor. Com movimentação anual estimada em R$ 25 bilhões, a construção civil representa cerca de 2,4% da economia estadual e encerrou o último ano com crescimento do PIB e saldo positivo na geração de postos de trabalho.
É nesse contexto que a Feicon Rio estreia, de 6 a 8 de outubro, no Riocentro. A chegada do evento ao mercado fluminense acompanha a dimensão econômica do estado dentro da cadeia da construção e amplia o espaço de conexão entre indústria, varejo, distribuidores, especificadores, entidades e profissionais. Mais do que uma plataforma de negócios, a feira se apresenta como um ponto de encontro para a circulação de conhecimento, a aproximação entre diferentes elos do setor e a apresentação de novas soluções para o mercado.
“Olhamos para a indústria da Construção Civil e Pesada sob uma perspectiva altamente estratégica, afinal ela se consolida como um dos nossos setores estruturantes mais vitais para o desenvolvimento socioeconômico fluminense”, afirma Pablo Nogueira, especialista setorial da Firjan.
Investimentos ampliam oportunidades
As perspectivas para os próximos anos também incluem uma carteira de aproximadamente R$41 bilhões em investimentos previstos para infraestrutura no Rio de Janeiro. Na avaliação da Firjan, a construção reúne o maior número de vocações produtivas identificadas no estado, característica que reforça o potencial de crescimento, abrangência e diversificação regional da atividade.
“A chegada da Feicon ao Rio acompanha a relevância que o estado tem para a cadeia da construção e o volume de investimentos projetados. Nossa proposta é reunir os diferentes elos do mercado para transformar essas oportunidades em conexões e negócios, mas também avançar em discussões essenciais sobre produtividade, qualificação e inovação, que têm impacto direto na capacidade do setor de aproveitar as oportunidades previstas para os próximos anos”, afirma Ivan Romão, diretor da Feicon Rio.

Programação do ECOA discutirá uso racional de recursos, infraestrutura e desenvolvimento urbano
Na construção civil, a sustentabilidade tem sido incorporada a diferentes etapas da cadeia, desde a escolha dos materiais à gestão dos resíduos gerados nos canteiros. Eficiência, desempenho e uso racional de recursos passam a fazer parte dessa discussão, que estará entre os temas da Feicon Rio. A aplicação desses conceitos envolve tanto os processos industriais quanto as soluções adotadas ao longo da execução e após a obra. Redução de perdas, reaproveitamento de materiais, durabilidade e destinação adequada de resíduos são algumas das frentes que vêm aproximando inovação e sustentabilidade dentro do setor.
“A sustentabilidade precisa ser discutida a partir de soluções aplicáveis à realidade da construção, capazes de reduzir desperdícios, usar recursos de forma mais racional e melhorar o desempenho das edificações. O ECOA amplia esse debate ao aproximar profissionais de diferentes elos da cadeia e experiências que já estão sendo colocadas em prática”, afirma Ivan Romão, diretor da Feicon Rio.
Na produção de materiais, um dos exemplos está na indústria de cerâmica vermelha. A Associação Nacional da Indústria Cerâmica (Anicer), que terá estande na Feicon Rio, aponta que, com base em dados do IBGE e do Governo Federal, a cadeia reúne mais de 5,5 mil empresas em todas as regiões brasileiras e produz mensalmente mais de 5 bilhões de blocos e 2 bilhões de telhas cerâmicas. O setor também investe em programas de qualificação voltados à conformidade técnica e ao desempenho dos produtos.
A busca por eficiência também chega aos processos produtivos. Nos fornos industriais, a cerâmica vermelha utiliza biomassa renovável proveniente de resíduos de setores como o agrícola, automobilístico e moveleiro. As áreas destinadas à extração de argila, por sua vez, passam por projetos de recuperação que incluem reflorestamento com mata nativa, ecoturismo e piscicultura.
Nos canteiros, o desafio se estende à destinação dos materiais depois do uso. A Riomix Celumassa, expositora da Feicon Rio, desenvolveu uma argamassa com fibras de celulose provenientes da reciclagem das próprias embalagens dos produtos. A solução permite que parte do resíduo gerado pelo consumo da argamassa retorne à fábrica e seja reincorporada ao processo produtivo. Esse ciclo é complementado por um modelo de logística reversa que recolhe as embalagens utilizadas nas obras e as devolve à unidade industrial.
Feicon Rio debate escassez de mão de obra e profissionalização da cadeia da construção civil
A qualificação e a retenção de profissionais tornaram-se desafios cada vez mais presentes na construção civil, alcançando diferentes elos da cadeia — do canteiro de obras às áreas técnicas e comerciais. O tema estará no centro das discussões da Feicon Rio, que acontece de 6 a 8 de outubro, no Riocentro. Em sua primeira edição na capital fluminense, o evento reunirá indústria, varejo, representantes comerciais, entidades e profissionais em torno de questões como formação, produtividade e profissionalização do setor.
Para a Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), a questão vai além da dificuldade de preencher vagas. A entidade chama atenção também para a redução do interesse dos jovens por carreiras ligadas à construção, entre elas a Engenharia Civil. Paralelamente, a transformação tecnológica dos canteiros amplia a demanda por profissionais preparados para operar novos equipamentos, ferramentas digitais e métodos construtivos cada vez mais inovadores.
Na Feicon Rio, essa agenda será explorada sob diferentes perspectivas. A programação contempla conteúdos dedicados à qualificação e à gestão de pessoas, além da apresentação de tecnologias voltadas ao ganho de produtividade nos canteiros e de debates sobre as relações entre os diversos elos da cadeia, da indústria aos distribuidores, do varejo aos prestadores de serviços.
“Quando o setor fala em escassez de mão de obra, não está olhando apenas para o número de vagas, mas para a necessidade de conectar quem forma, quem contrata e quem oferece soluções. A Feicon Rio quer ser o ambiente onde essa conversa acontece com profundidade, aproximando empresas, instituições e profissionais em torno de caminhos concretos”, afirma Ivan Romão, diretor da Feicon Rio.
A profissionalização também passa pela área comercial. É nesse contexto que o Conselho Regional dos Representantes Comerciais no Estado do Rio de Janeiro (Core-RJ) participa da Feicon Rio com equipes de fiscalização, registro e setor jurídico, com foco na orientação e no esclarecimento de dúvidas. A atuação busca contribuir para relações mais seguras e transparentes entre empresas e representantes comerciais.
Credenciamento
O credenciamento é gratuito e pode ser feito no site oficial da Feicon Rio. Podem se inscrever visitantes e profissionais de imprensa interessados em acompanhar a programação, conhecer lançamentos, acessar conteúdos técnicos e se conectar com empresas e especialistas do setor.

