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Home / Estúdio Penha reforma sobrado dos anos 1970, mantendo estrutura original e preservando memória da edificação

Memória preservada

Sobrado dos anos 1970 é reformado, mas mantém suas estruturas e materiais originais.

 

 

 

 

“A memória construtiva foi valorizada, integrando-se aos novos volumes”.

Estúdio Penha

 

Estúdio2

A casa tem anexo feito com madeira de reuso ou certificada, aliada a materiais que já compunham a estrutura original. Os grandes caixilhos (Portwer) com vidro (Primo Vidros) permitem a entrada de luz natural e fazem a integração com a área externa, com paisagismo de Rodrigo Oliveira que emprega plantas rasteiras, que não encobrem a construção e são de fácil manutenção.

 

Manter a arquitetura do sobrado dos anos de 1970, com arcos e paredes estruturais em tijolo maciço, foi o ponto de partida deste projeto realizado pelo Estúdio Penha. Com terreno de 647m² e área construída de 570 m², o espaço em São Paulo abriga uma agência de publicidade internacional, a Akqa. “A casa deveria se adaptar a um grande programa de necessidades para o seu funcionamento: espaços para o convívio de clientes, produção, criadores e toda estrutura de apoio”, explicam. Para isso, a ideia foi integrar novos volumes aos já existentes, criando um espaço que preserva a memória da edificação. “Ela precisou de um reforço estrutural. Optamos por uma estrutura metálica onde os pilares também trazem um aporte estético que faz a ligação vertical de todos os pavimentos, elementos novos e remanescentes”, concluem os profissionais.

 

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Na entrada, um patchwork de grades antigas de ferro trazem identidade e já denunciam o conceito da casa, que promove a mescla do antigo com novo. Note ainda a cobertura com telha termoacústica (Panisol), que foi inclinada para ajudar no controle da insolação. Ela conta com placas solares, para racionalização energética e adoção de um modelo sustentável.

 

Estúdio3

A cozinha conta com uma longa mesa de madeira desenhada pelos profissionais, além de eletrodomésticos (Tramontina) de ponta instalados no longo balcão de aço inox. Na parede teste, linha de tomadas permite não apenas ligar equipamentos, como carregar o celular. Prateleiras pendentes abrigam canecas, copos, taças e garrafas de bebida. Em suas duas extremidades foram colocados aparelhos de ar-condicionado do tipo split (LKT).

 

Estúdio4

As paredes antigas foram descascadas para revelar os tijolos originais; a fiação foi colocada em dutos e tubos aparentes, em clima industrial. No décor, a ideia foi trazer designers brasileiros contemporâneos como Jader Almeida, Marcus Ferreira e Felipe Protti, unidos a nomes icônicos como Sergio Rodrigues e Lina Bo Bardi. Mais uma vez, o novo e o tradicional.

 

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No banheiro, os materiais originais da casa conversam com uma longa cuba de concreto, em uma composição rústica. As torneiras, industriais, ganham por tubulação exposta. Os cubículos são em madeira.

 

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A nova escadaria, responsável pela circulação vertical, também ganhou elementos vazados, como os degraus metálicos e o guarda-corpo de tela metálica, dando visão para o jardim.

 

 

 

 

 

Por  Marcela Millan
Imagens Tuca Reines
Matéria publicada em Anuário CM edição 20.

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