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Determinada, a goiana Consuelo Jorge coleciona projetos por todo o Brasil.

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Desde a adolescência, a arquiteta Consuelo Jorge já sabia muito bem o que queria. Enquanto muitas garotas da sua idade sonhavam em ter uma festa de 15 anos, ela não pensou duas vezes em trocar a sua por uma repaginada no décor de seu quarto. O interesse pela profissão surgiu pela admiração que tinha pela amiga da família, Lucia Peixoto, que, polivalente, era arquiteta, musicista, professora de história da arte, além de colecionadora de obras de arte. “Isso abriu os meus horizontes”, conta.

 

Transformar o apartamento de 600 m² em um espaço no qual a família pudesse conviver rodeada de arte foi o principal desafio de Consuelo Jorge neste projeto, no Jardim Paulistano, em São Paulo. O piso em Limestone Baiteg Blue (Pérola Mármores) traz a sensação de se estar em uma galeria. Aqui, a arquiteta reuniu várias obras, como a tela de Tomie Ohtake e a escultura de Liuba Wolf; para ajoelhar e rezar, o genuflexório mineiro do século XIX.

Transformar o apartamento de 600 m² em um espaço no qual a família pudesse conviver rodeada de arte foi o principal desafio de Consuelo Jorge neste projeto, no Jardim Paulistano, em São Paulo. O piso em Limestone Baiteg Blue (Pérola Mármores) traz a sensação de se estar em uma galeria. Aqui, a arquiteta reuniu várias obras, como a tela de Tomie Ohtake e a escultura de Liuba Wolf; para ajoelhar e rezar, o genuflexório mineiro do século XIX.

Outra pessoa que a inspirou foi a sua mãe, uma dona de casa apaixonada por decoração, que adora ganhar presentes para o lar. Já seu pai sempre se dedicou ao comércio, voltado para o ramo de autopeças. Da infância e juventude em Goiânia (GO), ela se recorda com carinho dos muitos amigos que conquistou por lá, além das brincadeiras com os seus três irmãos. Hoje em dia, dois deles trabalham com o pai, enquanto a irmã é funcionária pública.

 

Formada em 1987 pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Goiânia, seu desejo por alçar voos mais altos não tardou a aparecer. Em 1990, rumou para São Paulo e percebeu que esse era o seu lugar. Contratada pelo escritório do arquiteto suíço Henri Michel de Fournier para fazer interiores, foi lá que ela assinou os primeiros trabalhos em hotelaria, segmento que anos depois se tornaria uma de suas principais áreas de atuação. Também atuou com a arquiteta Adriana Adam, com projetos luminotécnicos, que até hoje são sua paixão, tanto que ela planeja fazer um curso na área ainda neste ano. “A cenografia da luz ajuda muito nos interiores”, ressalta.

 

No living de 120 m², Consuelo optou por mesclar arte e design. Sobre o tapete nepalês Zili Aloe (by Kamy), o sofá Extra Soft (Poliform) de quase 5 m do designer Piero Lissoni, a luminária de pé Tolomeo Mega, dos designers Giancarlo Fassina e Michele De Lucchi (La Lampe), e a chaise longue Rio, de Oscar Niemeyer. Rouba a cena a Trança de Cobre, do artista Tunga, que se espalha pelo espaço.

No living de 120 m², Consuelo optou por mesclar arte e design. Sobre o tapete nepalês Zili Aloe (by Kamy), o sofá Extra Soft (Poliform) de quase 5 m do designer Piero Lissoni, a luminária de pé Tolomeo Mega, dos designers Giancarlo Fassina e Michele De Lucchi (La Lampe), e a chaise longue Rio, de Oscar Niemeyer. Rouba a cena a Trança de Cobre, do artista Tunga, que se espalha pelo espaço.

Em 1995, foi o momento de dar um grande passo: abrir o seu próprio escritório junto com a arquiteta e sócia Lia Carbonari. A parceria se estendeu por dez anos, depois cada uma seguiu seu próprio caminho. “Decidimos nos aventurar e começamos do zero. Em um primeiro momento, montamos um espaço na Artefacto e foi um sucesso. Eu falo que o nosso trabalho apareceu primeiro, depois nosso nome se tornou conhecido”, explica Consuelo.

 

O primeiro projeto de hotelaria de seu escritório foi o Ibis São Paulo Expo, em 1987, e desde então já são 28 hotéis em cidades como Brasília, Goiânia, Fortaleza e Salvador, além de São Paulo e interior do estado, entre outras. “Quando o mercado imobiliário estava voltado para investimentos em flats, projetamos diversos, de diferentes bandeiras, como Blue Tree, Transamérica, First Class etc. Já em 2000, tropicalizamos os hotéis Pullman e o Adágio, que foram grandes desafios”, diz.

 

Entre tantas obras, a arquiteta destaca seus trabalhos para o Ibis Styles, hotéis econômicos com design. “Como é um trabalho diferenciado, é preciso ter muita criatividade. Primeiro, defino um tema central com o cliente, depois apresento o projeto. É desafiador, mas também divertido e emocionante. Tem que ser colorido, divertido e alegre”, explica. Com 24 funcionários, de seu escritório na Vila Olímpia também saem projetos para lançamentos imobiliários, arquitetura residencial e interiores.

 

No escritório, Consuelo emprega peças assinadas e soluções criativas: a escrivaninha Quilombo, de Arthur Casas, e a poltrona Commander, de Jorge Zalszupin, se interligam ao home theater por meio de estantes pivotantes. Do lado direito, hall de entrada em forma de túnel executado em madeira certificada pinus finlandês, com acabamento em acrílico fosco (Marcenaria Cardoso de Andrade).

No escritório, Consuelo emprega peças assinadas e soluções criativas: a escrivaninha Quilombo, de Arthur Casas, e a poltrona Commander, de Jorge Zalszupin, se interligam ao home theater por meio de estantes pivotantes. Do lado direito, hall de entrada em forma de túnel executado em madeira certificada pinus finlandês, com acabamento em acrílico fosco (Marcenaria Cardoso de Andrade).

Encantada pela arquitetura sustentável, há dez anos ela criou um refúgio para a sua família, uma casa no bairro do Campo Belo, em São Paulo, na qual experimentou tecnologias e recursos para melhor reaproveitamento de recursos naturais, como placas fotovoltaicas para geração de toda a energia utilizada no lar, além da coleta da água da chuva e boa entrada de luz natural. O trabalho lhe rendeu grande visibilidade, embora não fosse o seu objetivo principal. “Foi um sonho meu e do meu marido, que é engenheiro e gosta de pesquisar sobre o assunto. Adaptamos muitas ideias vistas em casas sustentáveis no mundo todo, mas também usamos soluções simples. Ficou muito interessante”, comenta.

 

Discreta e moderna, a cozinha deixa todos os elementos à mão. Executada pela Kitchens, traz ilha com tampo em Corian Concrete e portas dos armários em vidro. Consuelo também especificou a mesa Tense, do designer P. and M. Cazzaniga, e poltronas Flow, de Jean-Marie Massaud (Montenapoleone).

Discreta e moderna, a cozinha deixa todos os elementos à mão. Executada pela Kitchens, traz ilha com tampo em Corian Concrete e portas dos armários em vidro. Consuelo também especificou a mesa Tense, do designer P. and M. Cazzaniga, e poltronas Flow, de Jean-Marie Massaud (Montenapoleone).

Aliás, Consuelo capricha em sua própria casa, pois, como boa goiana, adora receber. Mãe de uma menina de 9 anos, também curte visitar exposições de arte, fotografar (tanto que já fez um curso) e é heavy user do Pinterest, rede social de compartilhamento de imagens que ela usa até para trocar inspirações com os seus clientes. Mas, talvez seu maior hobby seja um bom passeio de bike. “Ando muito. No ano passado fiz uma viagem maravilhosa para a Provença, no sul da França, visitando pontos turísticos de bicicleta. Foi inspirador e interessante. Amei!”, finaliza.

 

Imagens: Fran Parente e divulgação

redacao@editorialmagazine.com.br

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