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CM apresenta projetos consagrados na 9ª edição do AsBEA na categoria “Obras concluídas” e Prêmio do Juri.

9ª edição do Prêmio AsBEA distigue talento nacional.

Por Angela Villarrubia e Marina Samaritano

 

 

Reconhecimento

9ª edição do Prêmio AsBEA distigue talento nacional.

 

O certame organizado pela AsBEA consagrou 45 projetos com prêmios e menções honrosas, divididos nas categorias obras concluídas nos últimos cinco anos e projetos não edificados. A primeira dessas modalidades somou 122 inscritos, enquanto a segunda teve 89.

Além disso, o escritório FGMF foi homenageado com o Prêmio Roberto Aflalo, por conta do conjunto da obra desenvolvido pelo trio de arquitetos Fernando Forte, Lourenço Gimenes e Rodrigo Marcondes Ferraz.

Uma novidade foi o Prêmio do Júri, destinado a obras concluídas, entregue ao escritório Arquitetos Associados pelo projeto da Galeria Claudia Andujar, localizada no Centro de Arte Contemporânea de Inhotim (MG). Esta edição também inaugurou o prêmio para empresas colaboradoras associadas à AsBEA.

O objetivo do galardão é reconhecer e valorizar a qualidade da produção nacional de arquitetura, ressaltando a capacidade dos escritórios locais de competir em um cenário de negócios cada vez mais global. A CM apresenta os projetos contemplados na categoria de obras concluídas, além do Prêmio do Juri.

 

 

A Galeria Claudia Andujar, projeto do escritório Arquitetos Associados, ganhou o Prêmio do Júri.  Com 1.600 m² e localizado em Inhotim (MG), o pavilhão com um único patamar está divido em quatro prédios. A estrutura em forma de X é revestida por tijolos artesanais requeimados na horizontal, com alguns filetes do mesmo material na vertical, para propiciar relevo. As aberturas nas paredes fazem papel de janelas.

 

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O Módulo Rebouças, do escritório Dal Pian, foi o vencedor da categoria “Edifício de Serviços”. Seus caixilhos alternam módulos envidraçados com vedações opacas, feitas com painéis de alumínio composto, garantindo que todas as unidades recebam a mesma quantidade de luz e ventilação natural. Com 2.567 m² de área total e 14.238 m² construídos, o prédio localizado em São Paulo tem estrutura em concreto armado, seis pavimentos, 46 unidades de escritórios, teatro no piso térreo e subsolo com garagem.

 

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Com 10 mil m² de área total e vizinha a uma mata nativa em Bragança Paulista (SP), a casa LG, do Reinach Mendonça, foi contemplada na modalidade “Residência”. Com pé-direito duplo e estrutura em concreto aparente, tem uma generosa varanda apoiada sobre finos pilares metálicos. Ela resguarda boa parte da área de estar, que se abre para o amplo pátio de serviços. O projeto está dividido em dois blocos: um deles reúne estacionamento, moradia para os caseiros e depósito, enquanto o outro é a residência em si.

 

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A ideia de um edifício de uso misto – com serviços, escritórios e hotel – norteia o Vogue Square, no Rio de Janeiro, premiado em “Edifícios Comerciais”. Com terreno de 33 mil m², soma 67.248 m² de área construída, com seis pavimentos para o hotel e quatro para a área comercial, além do térreo e de dois subsolos. A topografia proporcionou dois diferentes níveis térreos, um voltado para a rua e outro para uma praça interna. O empreendimento preservou uma área vizinha de mata, para garantir sua vista à maioria dos quartos. O projeto é do SCC.

 

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A fábrica de tintas e sistemas de segurança SICPA, com 26 mil m², na zona oeste do Rio de Janeiro, foi a contemplada em “Edifícios Industriais”. Do escritório Loebcapote, os edifícios têm estrutura metálica e abrem-se em varandas, pontes e marquises. O conforto é propiciado por meio de cores claras e elementos vazados que favorecem a iluminação.

 

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O Complexo Esportivo do Colégio São Luís, de 9.062 m², em São Paulo, do escritório Urdi Arquitetura, foi o laureado em “Edifícios Institucionais”. Fpo construído no topo do edifício escolar, com estrutura metálica pré-fabricada. Conta com cinco quadras esportivas (duas internas, das quais uma pré-existente, e três externas), um campo de futebol society com grama na laje (que pode ser usado como duas quadras), arquibancada retrátil (que dá lugar a duas quadras quando recolhida), vestiários e piscinas. O design das fachadas garante temperatura confortável e renovação de ar dentro do edifício por meio de suas aberturas, brises e vidros que controlam a radiação solar.

 

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O plano dos arquitetos Eduardo Maurmann e Elen Balvedi Maurmann (Arquitetura Nacional) de morar próximo à família deu origem ao Kiev, em Porto Alegre (RS), vencedor em “Edifícios e Conjuntos Residenciais”. Com estrutura em concreto moldado in loco, toda a extensão da fachada voltada para a rua tem esquadrias com folhas de vidro de 3,2 x 2,4 m cada, fazendo com que, quando abertas, fiquem com um vão de 6,4 m. Isso faz que a sala se transforme em uma grande varanda. Tem cinco andares, com um apartamento de 136 m² por pavimento.

 

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Localizada na região portuária do Rio de Janeiro e com um passeio público de 3,5 km, a Orla Conde, do escritório Blac, foi premiada em “Projetos Especiais”. O passei liga o Armazém 8 do Cais do Porto à Praça da Misericórdia, onde se localiza o Museu Histórico Nacional. O projeto substituiu a antiga Avenida Rodrigues Alves e o elevado da Perimetral, totalmente demolido, englobando cerca de 25 mil m². Para fomentar o turismo com conforto, foram instalados 206 postes de iluminação de LED e 153 bancos; plantadas 463 árvores e instalados trilhos para alocar  estações do VLT.

 

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Imagens Bruno Bartholini, Celso Brando, Leandro Finotti, Marcelo Donadussi, Nelson Kon, William Gomes e divulgação

redacao@editorialmagazine.com.br

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