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Conceito cosmopolita

Formas curvas e fluídas são aposta para centro de pesquisa sobre gás natural.

 

 

 

“O design surgiu a partir da escolha de acabamentos claros e leves, com uma iluminação artificial que minimizasse a ausência de luz natural”.

Ana Rita Souza e Silva

 

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O Research Centre for Gas Innovation é um espaço moderno e funcional, que repensou as estruturas antigas do prédio da USP. Próximo da entrada, um jardim vertical conta com plantas naturais desidratadas e pintadas, compondo com pufes (Estofados WG) que seguem a paleta de cores do projeto e garantem um ar descontraído.

 

Transformar um espaço antigo e obsoleto de 350 m², alocado no edifício de Engenharia da Universidade de São Paulo (USP), foi o desafio de Ana Rita Souza e Silva. Trata-se do Research Centre for Gas Innovation (RCGI), um centro de pesquisa de inovação em gás natural incentivado pela Shell. “Era importante uma concepção cosmopolita capaz de estar à altura dos centros de pesquisa internacionais”, explica a arquiteta. Para tornar o espaço amplo, eliminou todas as paredes de alvenaria, substituindo-as por eventuais fechamentos em drywall, divisórias de vidro ou até mesmo cortinas metálicas. A fachada é tida como destaque por Ana Rita, feita com telas tensionadas de polímero com memória molecular, estrutura de gesso e perfis metálicos. “Tem formas orgânicas onduladas, desenhadas pelos elementos verticais que evocam a fluidez e a volatilidade do gás como fonte de energia. A iluminação é um dos recursos que, trabalhado em sincronia com as telas, dá dinamismo à fachada”.

 

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Convidando à entrada, a fachada tem formas onduladas desenhadas em telas tensionadas de polímero com memória molecular, instaladas em uma estrutura de gesso e perfis metálicos (Telas DPS Brasil). Ela é retroiluminada com fitas de LED (DPS), algo que confere mais movimento à estrutura. As portas são da Blindex e o controle de entrada é feito por um moderno sistema biométrico FacePass (Anviz).

 

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Amplo e sem barreiras físicas, o ambiente ganhou algumas divisórias feitas com correntes metálicas (Sol&Art) que saem da sanca iluminada, com formas fluídas que remetem ao gás. O balcão tem frente com design orgânico, desenhado por Ana Rita, feito com lâminas de madeira de reflorestamento. O piso é vinílico (Interfloor), de fácil manutenção, e o forro de gesso recebeu tratamento acústico (Caio Martinez Engenharia).

 

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Nas estações de trabalho (Gabbinetto), as cadeiras são ergonômicas (Marka Móveis). A iluminação é toda em LED, onde os rasgos de luz indireta são o destaque. Note que o espaço não tem barreiras – tanto as cortinas metálicas quanto as divisórias de vidro (Tempervalle) garantem integração e, ao mesmo tempo, privacidade.

 

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A sala de reuniões contou com mesões e cadeiras (Le Design) nas cores do projeto. Ao fundo, a lousa é de vidro (CVM). As divisórias acústicas são móveis na parede da televisão.

 

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Também com desenho do escritório, os módulos arredondados centrais (executados pela Gabinetto) foram inspirados em clusters que, unidos, formam ilhas de convívio com até quatro lugares. Contam com torres centrais embutidas de alimentação de energia e rede.

 

 

 

 

Por  Marcela Millan
Imagens Evelyn Muller
Matéria publicada em Anuário CM edição 20.

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