O empreendimento com conclusão prevista para 2028 amplia a projeção internacional de escritórios nacionais no mercado internacional
Primeiro condomínio de alto padrão concebido pela OSPA Architecture em Miami, o Colette foi consagrado vencedor do principal prêmio na categoria Residential Buildings do Grand Prix du Design 2025. A premiação é promovida pela China International Interior Design Network em parceria com a French Design Society (IFD) e, desde sua criação, em 2014, consolidou-se como uma das mais relevantes referências globais na valorização da excelência em design.
Desenvolvido em colaboração com a Meta Developments, o empreendimento — com conclusão prevista para 2028 — reforça a ainda limitada presença da arquitetura brasileira no segmento de luxo do sul da Flórida, ampliando a projeção internacional de escritórios nacionais nesse mercado.
“A região registra, há anos, um crescimento populacional e econômico muito superior à média dos Estados Unidos, o que leva para lá os principais escritórios de arquitetura do mundo. Nosso ingresso nesse mercado resulta de um projeto autoral, de grande qualidade, como o prêmio atesta” – Rodrigo Milani, sócio da OSPA e gerente do projeto.

Situado na prestigiada Brickell Avenue, o Colette ocupa uma posição estratégica em South Brickell, uma das áreas mais nobres de Miami. O empreendimento encontra-se em uma zona de transição morfológica, onde prevalecem habitações unifamiliares, distante a poucos metros tanto da baía Biscayne quanto do centro da cidade, que concentra a vida cultural e noturna e a maior parte de suas residências de luxo, dispostas principalmente em arranha-céus, os chamados branded residences.
Já o Colette é um edifício boutique que introduz o conceito de exclusividade nesse mercado. Composto por térreo, quatro pavimentos e um rooftop, conta com 38 unidades de diferentes tipologias, que buscam proporcionar a ambiência de casas. No térreo, os gardens apresentam àquele mercado um novo modo de morar integrado ao solo. Nos andares-tipo, cada apartamento tem acesso direto do elevador ao living, que se abre em 180 graus para a paisagem e conecta-se às áreas externas privativas. No último pavimento, há duas penthouses com amplos terraços, piscinas e espaços de estar panorâmicos voltados ao mar. Ao fundo, a área condominial dispõe de academia, spa, sauna, sala de massagem, área gourmet, lounge, piscina e jardins.


Os terraços e gardens das unidades estão localizados nos vértices dos dois blocos da edificação, proporcionando aos andares mais altos vista da cidade e do oceano. As janelas seguem do piso ao teto, integrando áreas privativas ao exterior. Ao mesmo tempo, são recuadas, o que favorece o controle térmico.


A geometria quase quadrada do terreno orientou a divisão do volume principal em dois blocos, o que amplia afastamentos e multiplica as fachadas. Entre eles, um pátio organiza o acesso principal e os fluxos internos, fazendo o percurso do usuário acontecer em camadas: da entrada, uma grande pérgola que vai do piso ao topo da edificação, ao lobby de duplo pé-direito, passando por galerias em escala humana que conectam os espaços comuns no térreo e no rooftop. Essa continuidade produz a sensação de uma praça coberta, na qual os limites entre interior e exterior, construído e vegetado, aberto e fechado se tornam fluidos.
O edifício é marcado pela sobreposição de planos horizontais leves, em concreto, que abrigam jardins suspensos e têm arestas suavizadas. Os brises verticais servem tanto para o controle de luz e reforço da privacidade nos espaços internos quanto para imprimir ritmo às fachadas. Nas áreas sociais, a transparência do vidro amplia a relação com a paisagem.


Imagens: Renders/Cortesia OSPA Architecture
