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Home / Com base neutra, amplitude e muita luz natural, moradia recebeu décor cheios de formas, vida e design

Metamorfose

Derrubando paredes e investindo em grandes vãos, reforma muda a atmosfera de imóvel, que ganha ar requintado graças às peças de design e obras de arte

 

 

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O living, antes muito escuro, ganhou paredes claras e mobiliário de design. Os tons terrosos dos tapetes (Odegard) trazem calor. Sobre eles, a dupla de poltronas de couro U-Turn Swivel Chair, de Within Reach, e o confortável sofá Obi . A chaise longue Terminal 1 (B&B), de Jean-Marie Massaud, é para se esparramar. Ao centro, mesinhas de mármore Calder (Minotti), de Rodolfo Dordoni. O óleo sobre tela é de Celia Euvaldo e, ao fundo, relevo sob vidro de Dario Perez Flores. O guarda-corpo de vidro ocupou o que antes era uma estrutura de ferro que segregava, de forma dura, os ambientes.

 

Uma residência muito escura e cheia de barreiras, que passava a sensação de opressão, pouco combinava com o astral dos jovens clientes, papais de primeira viagem. Apesar da atmosfera não agradar, o casal apostou no espaço de 400 m² por ter se encantado com sua localização, em um bairro nobre da capital paulista, e incumbiu Consuelo Jorge de redefinir toda a cara do novo lar.

“A casa possuía esse ar pesado, e por isso priorizei a abertura total dos espaços, em especial no térreo. A presença do vidro foi útil nesse sentido, sendo fácil combiná-lo ao concreto e à madeira, materiais predominantes na residência”

Consuelo Jorge, arquiteta

 

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Todas as paredes foram derrubadas, para propiciar claridade e amplitude. À esquerda, um painel de cumaru reveste a parede e se estende até a área externa, interligando os espaços. À direita, uma área mais intimista recebeu a poltrona e pufe Ottoman, de Noé Duchaufour-Lawrance (Ligne Roset). Grandes esquadrias (Mantech) garantem entrada de luz natural. Cortinas da Luri.

 

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O design é encontrado em todos os cantos do apartamento. A @-Chair, do designer Toshiyuki Kita, divide espaço com a mesa lateral Elyssé, de Pierre Paulin (ambas Roset Italia). Na parede, escultura de acrílico sobre aço de Wolfram Ullrich (Galeria Raquel Arnaud).

 

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A área externa foi pensada como espaço de relaxamento. Um longo banco de concreto acompanha todo o muro, que ganhou o jardim vertical projetado por Alex Hanazaki, composto por aspargos, peixinho, clorofito e bulbine, entre outras espécies. Uma mesa de madeira recebe as cadeiras CB3252 (Artesain). Para descansar, a dupla de poltronas azuis de Paola Lenti. O piso é em réguas de cimentício.

 

Para conferir fluidez e claridade, Consuelo também implementou uma planta aberta no térreo, derrubando as divisórias entre os espaços de estar. O desnível entre living e jantar foi vencido com um guarda-corpo de vidro, que os mantém conectados. A área externa – com 72 m² – foi cuidadosamente pensada como um espaço para relaxar e brincar com o filho e ganhou um vistoso jardim vertical de Alex Hanazaki, para refrescar as tardes em família.

 

Com base neutra e muita luz natural, a moradia recebeu móveis cheios de formas, vida e design, com tapetes de cor terrosa, a cara do Brasil. Uma escada dividida em três lances leva ao segundo pavimento, onde se encontram as três suítes. Em todos os ambientes o que predomina é a transparência do vidro e o calor da madeira, seja no piso ou em painéis.

 

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Também de tons neutros e amadeirado, banhado pela luz natural, o quarto do casal recebeu cama da Ligne Roset. A cabeceira é estofada, somando aconchego. Tudo muito suave.

 

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No banheiro, os espelhos geométricos Mon Beau trazem personalidade. Foi executado um rasgo na parede, iluminado, para valorizar a bancada inclinada esculpida, feita de Limestone Baiteg Blue. Louças e metais da Deca.

 

 

 

 

Por Marcela Millan
Imagens Raphael Briest
Matéria publicada em Revista CM edição 178

 

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