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Home / Instituto Moreira Salles integra à paisagem da Avenida Paulista, com projeto sustentável e de conforto térmico e acústico

Ousadia vertical

Instituto Moreira Salles é mais uma adição à Avenida Paulista, relevante polo arquitetônico e cultural.

 

 

 

 

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As poucas aberturas do edifício – que é ladeado por outros dois prédios – foi vencida com a fachada translúcida, que garante muita luz natural. Aqui, o piso resgata as calçadas de mosaico português, com muita identidade.

 

Em meio ao coração de São Paulo nasceu uma nova instituição cultural, que dialoga com as estruturas a seu redor. Trata-se do Instituto Moreira Salles (IMS), com cerca de 8 mil m² verticalizados em um terreno de mil m², na Avenida Paulista. O projeto ficou nas mãos de Vinicius Andrade e Marcelo Morettin, do escritório Andrade Morettin, que tinham um grande desafio: adequar o terreno extremamente estreito às necessidades do contratante. Devido a sua localização, a dupla precisou preocupar-se com todo movimento e barulho da avenida (afinal, na região passam duas linhas de metrô), algo que poderia atrapalhar na imersão daqueles que visitam esse tipo de espaço, costumeiramente mais calmo e silencioso, que preza pela contemplação.

 

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Fundado em 1992 por Walther Moreira Salles, o IMS é uma entidade civil sem fins lucrativos que promove programas culturais e conta com um rico acervo, principalmente de obras nacionais. A iluminação é inteira em LED, auxiliando a luz natural.

 

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A nova sede na Avenida Paulista conta com circulação por escadarias, que ligam todos os pavimentos, e uma praça suspensa.

 

Diante disso, os profissionais pensaram em um edifício com térreo suspenso a 15 m do nível da avenida. O acesso se dá por escadas rolantes e elevadores, criando, abaixo, uma espécie de galeria que é extensão da calçada. Acima ficam os espaços expositivos, mais resguardados do movimento da via. O Instituto conta ainda com auditório, cinema, salas de aula, sendo capaz de abrigar cursos, workshops e diversas exposições. Sua biblioteca tem capacidade para até 30 mil itens, com acervo que prioriza a produção brasileira. A área administrativa fica separada, no subsolo.

 

 

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No nível da calçada, uma espécie de galeria convida os visitantes a vislumbrarem parte do acervo, exposto em prateleiras na parte elevada. O guarda corpo é de vidro, protegendo mas deixando tudo visível.

 

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O acesso ao térreo do museu se dá por escadas rolantes ou elevadores – solução que veio para resguardar o Instituto do movimento acelerado da avenida. Eles possuem sistema que reutiliza a própria energia, com economia de até 75%.

 

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Os andares de exposição tem espaços fluidos e, por dentro, o vidro também é material recorrente.

 

“O IMS Paulista é sustentável em seu conceito, em sua construção e também em seu funcionamento, que beneficia a economia de energia, de água e o conforto térmico e acústico. Além disso, está localizado em um dos quarteirões mais bem servidos de transporte público no Brasil”, explicam. Além de todo um sistema de aquecimento solar  (para aquecer a água dos banheiros) e captação de águas pluviais (tratadas e empregadas nas descargas dos sanitários), o IMS contou com fachada translúcida de vidro duplo, com proteção termoacústica, mas que permite ótima iluminação natural. Sustentável e cheio de personalidade!

 

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Ao lado, a planta-baixa mostra a divisão de estruturas, com áreas de exposição e comunhão.

 

 

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O esquema ilustra a principal ideia do museu: ser reservado ao movimento da rua, ao mesmo tempo que conversa com ele. Entre a área expositiva e midiática há uma espécie de varanda, com vista para a cidade.

 

 

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A circulação é vertical, que contrasta com o que se vê na maioria dos museus, mas é ótima solução para se adequar ao espaço. O mobiliário convida ao relaxamento e troca de ideias.

 

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Alocado em um terreno estreito, o IMS tem o térreo suspenso, criando uma espécie de praça ao nível da calçada. De concreto, tem fachada de vidro duplo com serigrafia (com proteção termoacústica) que garante uma comunicação do museu com a cidade.

 

 

 

 

Por Marcela Millan
Imagens  Pablo Mauso e Pedro Vannucchi 
Matéria publicada em CM 181.

 

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