CM Insta Header
CM Header
Home / Com arquitetura futurista, biblioteca Tianjin Binhai evoca ondas e marcação de áreas para assistir, pensar e interagir.

Big eye

Concluída em apenas três anos, a biblioteca faz parte de um novo polo cultural em Tianjin, na China.

 

 

 

 

Tianjin1

A biblioteca Tianjin Binhai tem estantes onduladas que vão do piso ao teto, brancas e com formas orgânicas. A esfera luminosa, em seu centro, abriga um auditório. Sobre ela, uma cúpula permite a entrada de luz solar.

 

Com arquitetura futurista que evoca ondas e até a forma de um olho humano, a biblioteca Tianjin Binhai, em Tianjin (China), impressiona. Seus quase 34 mil m² abrigam um acervo de 1,2 milhão de livros e, no centro do átrio de cinco andares, um auditório esférico e luminoso evoca uma íris. O projeto do escritório holandês MVRDV, em colaboração com arquitetos locais do TUPDI, levou apenas três anos para ser concretizado e faz parte de um programa de cinco edifícios culturais ainda em construção, desenvolvidos por diferentes escritórios, e que somam cerca de 120 mil m². Eles irão se conectar por corredores públicos abrigados por uma marquise de vidro, projetada pelo escritório GPM, no que deverá ser um novo distrito cultural local.

 

Tianjin 2

As esquadrias envidraçadas permitem a entrada de luz natural, fazendo com que se perceba a passagem do dia em meio às horas de estudo. Ela foi construída ao lado de um parque e compõem um complexo cultural com cinco edifícios projetados por escritórios como Bernard Tschumi Architects, Bing Thom Architects e HH Design.

 

Tianjin Binhai4

Pensadas para diversos usos, as prateleiras dispostas em camadas formam uma espécie de arquibancada que vai do piso ao teto, criando assentos e escadas. Em seus ‘respiros’, espalham-se mesas e espaços de leitura e convivência.

 

Muito além de uma biblioteca, o edifício de cinco pavimentos comporta instalações educacionais em suas bordas. No subterrâneo encontram-se as áreas técnicas, armazenamento e um grande arquivo. No térreo, por sua vez, os visitantes podem acessar algumas áreas de leitura e, no centro, a esfera luminosa que abriga o auditório. Nos dois andares superiores, os espaços de leitura e convivência, enquanto os demais pavimentos também abrigam salas de reuniões, escritórios, área de informática e de áudio, além de pátios na cobertura.

 

Tianjin 3

Integrando-se a um programa de 120 mil m² que forma um novo polo cultural, a biblioteca ainda foi projetada de acordo com os parâmetros de eficiência energética da China Green Star. Todos os edifícios estão conectados pelo corredor público abrigado por uma marquise de vidro.

 

Tianjin Binhai5

Aqui, a marcação das áreas da biblioteca e como os arquitetos conceberam suas atividades: zonas de assistir, de pensar e de interagir.

 

“O interior da biblioteca é semelhante a uma caverna, com estantes de livros contínuas, do piso ao teto”, conta Winy Maas, co-fundadora da MVRDV. “As prateleiras são ótimos espaços para se sentar e, ao mesmo tempo, permitem o acesso aos andares superiores. Os ângulos e as curvas destinam-se a estimular diferentes usos do espaço, tais como ler, andar, conhecer e discutir”, completa. Por fora, na fachada de vidro, brises continuam o desenho fluido do interior e ainda protegem o espaço de raios solares.

 

Tianjin Binhai6

Orgânicas e fluidas, as prateleiras mais altas e inacessíveis ganharam, na realidade, projeção de imagens que imitam as lombadas de livros.

 

 

 

 

 

 

 

Por  Marcela Millan
Imagens Hans Juergen Land Ossip van Duivenbode
Matéria publicada em CM 180.

Faça o download do app CM e tenha acesso à todas as edições!

Review overview
NO COMMENTS

POST A COMMENT