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Home / Gustavo Penna se apropria do universo cervejeiro para dar personalidade ao Ateliê Wäls

Salut!

Centro cervejeiro aposta nos materiais que remetem à própria bebida na sua estrutura.

 

 

 

“É um projeto lúdico e divertido, que mostra a união da arquitetura e da cerveja de maneira mágica”.

Gustavo Penna

 

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As réguas de madeira que revestem a estrutura metálica (Pórtico Construções Metálicas) ganham uma forma fluida, que recobre o espaço, como um barril desconstruído. O acesso aos três pavimentos é feito por meio de uma torre envidraçada (Espaço Gold), com escadas e elevadores (Thyssenkrupp) que vencem um desnível de cerca de 11 metros

 

Fluido e firme. É assim que o Ateliê Wäls – tido como o maior barrel room da América Latina – se apresenta, com uma barrica de madeira que se abre para as montanhas de Belo Horizonte (MG). Com 1.661 m² dividido em três andares e arquitetura de Gustavo Penna, o centro cervejeiro une restaurante, loja, escritório, adega e fábrica, além de um espaço externo para food trucks. A cerveja, é claro, é a temática central (ali, cerca de 100 mil litros da bebida envelhecem e fermentam), desconstruída em, por exemplo, uma delicada cortina composta por 135 mil rolhas de cortiça. “A cobertura do acesso principal é como um barril aberto, que toma a forma de porte-cochère”, explica o arquiteto. Um total de 43 toneladas de aço foram empregadas nas suas estruturas metálicas, material combinado com 3.900 réguas de madeira cumaru utilizadas no revestimento.

 

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A fachada com vidro e aço foi escolhida para que todos os processos – inclusive o fabril – fossem vistos do pátio com mesinhas, com acesso feito por rampa. Na lateral direita, próximo ao elevador, o revestimento da parede foi feito com palets. Na área externa, muro de arrimo de gabiões.

 

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O projeto é dividido em três pavimentos: no terceiro, a recepção e acesso principal. Um abaixo, a administração, adega e sala VIP. No térreo, por sua vez, está o bar, loja, fábrica e setor de serviços. Sua circulação é vertical, feita por meio de uma torre com elevador e escada.

 

 

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O espaço se apropria dos materiais típicos do universo da cerveja e de sua fabricação – ou do métier etílico em geral –, como é o caso da delicada cortina feita com 135 mil rolhas de cortiça.

 

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A cobertura do acesso principal se apresenta como um barril aberto e tomou forma de porte-cochère.

 

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Divertido, o balcão da loja, todo de vidro, é composto por taças que parecem sustentar as prateleiras. Sobre ele, há uma tela tensionada com iluminação dimerizada (Lumitenzi). As paredes são todas revestidas com palets de madeira, reforçando o estilo rústico desejado.

 

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Os barris de maturação de cerveja são decoração do espaço. As luminárias são globos de vidro de diferentes tamanhos, com lâmpadas bipino embutidas, que evocam bolhas. Tudo sobre os mesões para degustação. Aqui, piso monolítico epóxi (Miaki) e laje com acabamento em pintura acrílica.

 

 

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térreo tem parte aberta destinada a food trucks. Logo na entrada vê-se o bar e espaço para degustação interligado. Ao fundo ficam as áreas de serviço e estoque.

 

 

 

 

 

Por  Marcela Millan
Imagens Daniel Mansur
Matéria publicada em Anuário CM edição 20.

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