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08/09/2010
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C.O.D: igo de sucesso

Embora tenha completado seu primeiro ano de mercado em maio, há duas boas razões para incluir a C.O.D: entre as veteranas do ramo de móveis de design assinado: Markus e Rosana Schmidt, com mais de 20 anos de traquejo nesse mercado.

Por extenso, C.O.D: significa Creative Official Design. Rosana conta a origem do nome: “queríamos algo que fosse fácil de memorizar e acabamos chegando à palavra ‘código’. Todo produto tem seu código”. A empresária diz que o logotipo da empresa foi bolado pelo designer Cláudio Novaes como uma brincadeira com a maneira como os códigos costumam aparecer nas etiquetas. “Geralmente, você tem a palavra ‘código’ por extenso ou abreviada, dois-pontos e, então, a numeração. É por isso que nosso logotipo tem dois-pontos”, explica.

Inventada a marca, Markus e Rosana resolveram preencher as lacunas entre uma letra e outra com palavras que explicassem melhor o conceito. “Queríamos um nome que explicasse o nosso negócio. Então, paramos para pensar e
percebemos que trabalharíamos exclusivamente com peças que tivessem um design criativo e fossem artigos oficiais. Jamais venderíamos peças que não estivessem alinhadas com essa ideia”, garante Rosana. Não que o casal Schmidt
abomine as reproduções; eles até vendem algumas, desde que as peças estejam em domínio público. Ultrapassar essa barreira significaria jogar contra o que a COD: parece ter sido criada para fazer: celebrar o gênio criativo dos designers.

Essa celebração começa pela loja da marca. Num desses acasos que até parecem orquestrados, a família de Markus terminou proprietária de um imóvel saído da prancheta de um dos mestres da arquitetura modernista brasileira, o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, na av. Cidade Jardim, em São Paulo. Portanto, quando começaram a pensar na nova loja, a escolha do endereço foi mais do que natural. “É uma verdadeira honra trabalhar aqui dentro!”, enfatiza Rosana. “Algumas vezes até gostaríamos de ter um pouco mais de espaço para mostrar nossos produtos. Mas, comparado a este, qualquer outro imóvel que pudéssemos ocupar seria um imóvel qualquer”, completa.

Passando para o lado de dentro desse imóvel, o visitante de primeira viagem topa com um ambiente que pode ser facilmente confundido com o de uma mostra de design. Ao contrário de outras lojas de mobiliário de alto padrão que montam ambientações para contextualizar seu portfólio, a C.O.D: prefere destacar a força expressiva de cada peça individual. ”O nosso negócio é a peça de design. Cada uma delas revela algo sobre sua marca, seu criador ou sua época”, assinala a proprietária, que não vê lá muito mérito na tradicional separação entre os segmentos residencial e corporativo. “A grande maioria dos nossos produtos é híbrida e pode ser usada tanto num escritório quanto numa casa”, garante.

Evidentemente, essa “mostra” precisa caber dentro de certos limites. Não dá para esquecer que estamos falando de uma loja que representa determinadas marcas e que precisa se manter comercialmente saudável. Por isso, o visitante só encontrará peças de marcas com as quais a C.O.D: mantém parcerias – sempre do primeiro time do design: as cadeiras de escritório da Herman Miller e da Flexform; os móveis da Teperman; os estofados da Rolf Benz, os carpetes da Offis, os acessórios da Egizia e da Philippi; e as divisórias da Design On. Além disso, é preciso passar pelo crivo da equipe dos Schmidt. “As peças, especialmente as importadas, exigem uma avaliação criteriosa porque você precisa oferecer produtos a preços aceitáveis. Às vezes nos apaixonamos por uma peça, mas, quando fazemos as contas, vemos que ela é inviável”, pontua.

Há mais ou menos um mês, a fabricante espanhola de assentos especiais para auditórios e estádios Figueras  International Seating passou a fazer parte da carteira de representações da loja – e bem a tempo de uma  participação triunfal na Office Solution (feira de mobiliário corporativo, um dos temas da seção de Eventos desta edição). “Tivemos mais ou menos duas semanas para produzir todo o material. Só agora conseguimos ajeitar os cabelos; até ontem ainda estávamos meio descabelados por causa de toda a correria”, diverte-se a empresária.

Embora tenha sido decidida um pouco de última hora, a participação na Office Solution tem todo o jeito de ser um ponto vital na breve (mas intensa) história da C.O.D:. Além fazer circular a notícia de que a empresa havia faturado a representação da Figueras, o que não é nada mau num país que está às vésperas de sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A C.O.D: também apresentou ao mercado suas linhas de mobiliário corporativo de fabricação própria – a COD 2000 e a COD 3000. Ambas são produzidas num parque industrial tinindo de novo que a companhia acaba de inaugurar. “A fábrica está entrando em operação só agora e ainda não sabemos direito aonde isso vai dar. Gostaria
de falar disso só daqui a um ano”, diz Rosana.

Tudo indica que a loja da C.O.D: deve entrar no time dos grandes estabelecimentos do ramo na capital paulista. “O ano passado foi um pouco complicado para todo mundo que trabalha com mobiliário, mas nós ficamos até um pouco
surpresos com a força das vendas neste começo de ano. Estamos indo muito bem e, pelo jeito, vamos atingir os nossos objetivos”, assegura Rosana. E que objetivos são esses? “Daqui a um ano vou poder te falar [risos]”, promete.

Entre as coisas que Rosana pode adiantar hoje estão os preparativos para o lançamento, no segundo semestre, de uma grande marca italiana especializada no segmento residencial, inédita no mercado brasileiro. Que marca é essa? Evidentemente, ela não diz. “É surpresa! Mas posso adiantar que ela é um escândalo de maravilhosa”, assinala, ao esbanjar o entusiasmo de quem está só começando.

raio X
01. A C.O.D: trabalha em dois fronts simultaneamente. Além de uma equipe de vendas interna que atende quem resolve fazer uma visitinha à luxuosa loja da empresa, a companhia também mantém uma equipe de vendas externa que vai até onde os clientes potenciais (principalmente arquitetos e decoradores) estão.

02. O especificador (categoria que corresponde por algo entre 60% e 80% do faturamento) apresenta sua ideia inicial à equipe de vendas, que avalia o conceito e faz uma proposta inicial.

03. As idas e vindas do projeto entre o escritório do cliente e a equipe de vendas da empresa costumam levar até cinco dias antes de o negócio estar fechado.

04. No caso de projetos corporativos que incluam as recémlançadas linhas COD 2000 (assinada por Tomás Berlanga)
e COD 3000 (do designer Luiz Antonio Gijon), existe a possibilidade de adaptá-las às necessidades do projeto.

05. Fechado o pedido, o prazo de entrega é de 30 dias, com possibilidade de entrega mais rápida aos pedidos urgentes.

06. Já nos casos em que o cliente está mais interessado nos produtos de um dos fabricantes que a C.O.D:  representa, o prazo de entrega pode variar de praticamente nenhum (para produtos em estoque) até 90 dias (quando for o caso de uma encomenda especial para fora do país).

ficha técnica++

Nº de funcionários: 14 pessoas (mais a equipe de terceirizados).
Site: www.codbr.com

 

Por: Fábio Rodrigues Imagens: Isis Minchillo

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